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Notícias · 25 de outubro de 2026

Inadimplência atinge 75 milhões de brasileiros em setembro

Setembro de 2026 registrou 75,05 milhões de consumidores inadimplentes no Brasil, aumento de 2,07% em relação ao mês anterior, afetando 44,67% da população adulta.

Por Jorge Navarro · 5 min · atualizado em 4 de novembro de 2026

Inadimplência atinge 75 milhões de brasileiros em setembro

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Aumento da Inadimplência no Brasil

Em setembro de 2026, o Brasil registrou 75,05 milhões de consumidores com contas em atraso, um crescimento de 2,07% em comparação aos 73,53 milhões de agosto. Esse número alarmante representa 44,67% da população adulta do país. Os dados foram divulgados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o SPC Brasil, na terça-feira (20 de outubro).

O valor médio da dívida para cada inadimplente é de R$ 5.240,29, e cada um deles possui, em média, dívidas com 2,36 empresas credoras. A situação é crítica, especialmente para os mais vulneráveis, que já enfrentam dificuldades financeiras.

Perfil do Inadimplente

Quase 30% dos consumidores inadimplentes (28,69%) têm débitos de até R$ 500, enquanto 40,75% devem até R$ 1.000. O crescimento no número de inadimplentes se concentra principalmente nas pessoas que estão negativadas há mais tempo, especialmente aquelas com dívidas acumuladas entre 4 e 5 anos (34,48%).

A faixa etária mais afetada é a de 30 a 39 anos, que representa 23,35% do total de devedores, ou seja, cerca de 18 milhões de pessoas. Essa realidade é ainda mais preocupante, pois mais da metade (53,30%) dessa faixa etária está negativada.

Apesar de a distribuição de devedores entre sexos ser relativamente equilibrada, com 51,38% de mulheres e 48,62% de homens, a realidade das dívidas é um desafio comum para todos.

Impacto Regional

Analisando o cenário por regiões, o Sul do Brasil apresentou o maior aumento na inadimplência, com um crescimento de 9,75% em relação ao ano anterior. A região Centro-Oeste segue com 7,74%, enquanto o Norte teve um aumento de 7,25%. O Sudeste e o Nordeste também reportaram altas, com 5,60% e 4,58%, respectivamente.

O presidente da CNDL, José César da Costa, destacou que a situação atual de juros elevados encarece o crédito e compromete a renda das famílias, dificultando a reorganização financeira. Ele enfatiza que, mesmo quando conseguem negociar dívidas, os consumidores continuam pressionados por outras despesas do dia a dia, o que torna a recuperação financeira um desafio crescente.

Por que isso importa

O aumento da inadimplência reflete a crise financeira que afeta grande parte da população brasileira. Com muitos consumidores endividados, o comércio e a economia como um todo podem sentir os efeitos a longo prazo, com uma possível retração no consumo. A situação é crítica e exige atenção dos gestores públicos para que medidas efetivas sejam tomadas.

O que vem a seguir

As próximas semanas devem trazer novas análises sobre a evolução dos índices de inadimplência no Brasil. É essencial que as instituições financeiras e o governo busquem soluções para ajudar os consumidores a saírem da inadimplência, criando programas que facilitem a renegociação de dívidas. O acompanhamento contínuo desses dados é fundamental para a compreensão do impacto econômico na vida dos brasileiros.

Para mais informações atualizadas, visite bolsafamiliahoje.com

Ajuda direta

Dúvidas desta nota

O que é inadimplência?

Inadimplência é a situação em que um consumidor não consegue pagar suas dívidas dentro do prazo estabelecido.

Quais são as causas da inadimplência no Brasil?

As causas incluem a elevação dos juros, desemprego e a crise econômica, que impactam a capacidade de pagamento das famílias.

Como a inadimplência afeta a economia?

O aumento da inadimplência pode levar à retração do consumo e afetar negativamente o comércio e a produção econômica.

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